Anorexia e Obesidade: os dois extremos

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Faz tempo que eu queria falar à respeito desse assunto, mas no fundo, precisava de tempo para reorganizar as ideias, e encontrar as melhores palavras. O exercício da escrita para mim é simples, porque as coisas vão fluindo facilmente, mas tenho sempre o cuidado de ter o tom certo, para trazer os fatos da forma mais consciente e mais precisa possível. E hoje eu queria falar sobre dois extremos que estão cada dia mais em alta na nossa sociedade, e que tem adoecido e matado muita gente: a anorexia e a obesidade. Pode parecer estranho, eu sendo uma blogueira gorda, falar sobre obesidade, até porque eu sinto que as blogueiras plus size, acabam meio que embarcando somente na valorização da auto estima da mulher gorda, sem tocar em pontos e feridas que certamente vão doer. As pessoas não comentam certas coisas porque tem medo do que o público vai achar, ficam com medo de serem criticadas, e expostas dentro desse segmento que é tudo nessa vida, menos unido. E eu posso dizer para vocês, sem citar nomes, é claro, que  muitas das blogueiras que vocês conhecem e  que falam tanto da tal auto estima GG, no fundo tecem comentários ofensivos contra outras gordas, e só enxergam nelas, um público fácil  para se tornarem influentes, conhecidas e lucrarem ($) com isso. No meu caso, eu estou meio que à margem disso tudo, porque escrevo e faço o que tenho vontade e abraço as causas nas quais eu realmente acredito. Sendo assim, eu acabo me expondo bem mais e não tendo medo do que vão pensar ou falar à meu respeito, até porque, meu comprometimento maior é em ser eu mesma.

E eu sempre quis entender esses dois extremos, porque as pessoas simplesmente param de comer e mesmo estando magérrimas ainda se enxergam gordas, e por que outras pessoas simplesmente engordam. E nos tempos do falecido Orkut, eu tinha uma comunidade que se chamava “Ana e Mia – Grupo de Apoio” e para quem não sabe, Ana é o apelido da anorexia e Mia é o apelido da bulimia, dois transtornos alimentares severos. Na época, a comunidade era referência no compartilhamento de experiências entre os membros e até mesmo de ajuda por parte de profissionais. E para mim, que nunca na vida fiquei sem comer ou fiquei forçado vômito para não engordar, era tudo muito surreal, e parecia que era coisa de filme. Na verdade criei a comunidade pela curiosidade no tema, que começou a fervilhar logo no aparecimento dos primeiros blogs. O sofrimento daquelas pessoas era real, e infelizmente até hoje é, e poucos são os profissionais da área médica que estão realmente preparados e habilitados para o atendimento de quem tem esses transtornos, e enquanto isso, as vidas vão sendo perdidas. E a questão é que pouco se fala nessas doenças, a gente só vê entrarem em evidência quando alguma novela fala à respeito, aí os casos começam a aparecer, os relatos começam a surgir, mas quando não tem novela, o que acontece? Acontece que tudo continua como está, e enquanto eu estou escrevendo esse texto, tem alguma menina começando agora alguma “dieta” maluca movida à alface e água, para perder peso e “ficar bonita”

O grande problema é que quando alguém começa a emagrecer muito, todo mundo elogia, a magreza é glamourizada de uma forma absurda à ponto de muita gente achar que só quem é muito magro é bonito. E alguém precisa avisar a esse povo que nem todo mundo nessa vida vai vestir 36, e que isso não é,  e não pode ser um problema, principalmente de auto estima. Dá para ser feliz não estando dentro dos “padrões”, e para isso o necessário é construir uma mente sadia, que consiga promover somente coisas boas para si, deixando de lado a depreciação que volta e meia a sociedade nos dá, e que a mídia nos impõe. A anorexia é algo tão terrível, que faz o corpo ir parando de funcionar aos poucos, e por fim, tendo uma falência única e exclusivamente por falta de nutrientes, quem procura e aceita ajuda à tempo sobrevive, muitos (a maioria) morre e se torna estatística. Mas quando vemos as tais semanas de moda mundo afora, quado vemos os catálogos de revista, quando vemos os comerciais das grifes, vemos pessoas muito magras, completamente diferentes das que encontramos nas ruas. Mas é esse padrão que a moda prega, é isso que eles mostram como referência para as pessoas, e por isso que gerações e mais gerações já nascem se sentindo inadequadas para o mundo.

Ao passo que do outro lado existe a obesidade, uma doença que vem crescendo em índices alarmantes. Mas o povo famoso do mundo plus size se nega a falar a palavra obesidade, simplesmente por ela se tratar de uma doença. E parece que realmente é tabu tratar do tema, porque como falei no comecinho, as influenciadoras digitais precisam falar o que as pessoas querem ouvir, mesmo que não seja verdade, e é muito mais fácil falar que a pessoa pode ser do tamanho que for que não estará doente, que continuará sendo linda, maravilhosa e poderosa, do que se dispor a um diálogo à respeito do tema. E eu falo sobre a obesidade como falo de qualquer outra doença,  e não me vejo menor ou menos importante como mulher, porque sofro dela, e certamente ter isso desconstruído dentro de mim, me facilite tanto chegar a um equilíbrio capaz de me fazer enxergar essa doença, como ela realmente é. Em maio desse ano, fui convidada a falar sobre gordofobia num evento que teve aqui no Rio de Janeiro, o Hash Tag Bazar, e eu falei de forma ponderada e educada a tal palavra que é demonizada pelo nicho plus size: obesidade. Mas sinceramente eu sinto a necessidade de não temer tratar dos temas, e eu repito o que disse naquele dia e em um outro vídeo que postei na internet (Apologia à obesidade, ou um pedido de respeito): que existem pessoas aprisionadas dentro de seus próprios corpos. E infelizmente, existem.

E por mais que a “comerciolândia plus size” tente vender a ideia de que a obesidade não existe, a realidade é cruel e bate na nossa porta todos os dias. E sinceramente, a gente precisa se amar, se respeitar e se valorizar estando de qualquer tamanho, mas não precisa se alienar e dizer que as coisas não existem, só porque a gente não quer que elas existam. É muito fácil uma menina de , 18, 20, 25 anos dizer que pesa, 120, 150, 180 quilos e não sente nada, quero ver dizer isso com 35, 40, 45 anos. Fui em um evento há algum tempo, e vi uma moça que é “militante da causa gorda” e não tive como não  reparar a forma dificultosa que ela caminhava, meio torta, esbaforida, com aparente cansaço. Uma moça que tem idade pra ser minha filha, mal aguentando levantar da cadeira e caminhar, com as pernas e os pés extremamente inchados, fiquei mal com isso. Mas na frente do computador é fácil militar, difícil mesmo é conseguir fazer as atividades, subir uma escada ou uma rua íngreme sem quase morrer, e eu nem estou falando em encontrar ou não roupas, porque temos observado que algumas marcas tem trabalhado com manequins maiores. Estou falando de algo mais dolorido do que não ter as roupas da moda, quando as pessoas vão tendo limitações físicas, para fazerem as coisas básicas do seu dia à dia.

E ninguém deixa de andar de um dia para o outro, é uma sucessão de coisas, cada dia uma, o peso forçando a estrutura óssea, a gordura comprimindo os órgãos, e da mesma forma que a anorexia vai causando uma falência no corpo, a obesidade segue destruindo tudo sem o menor remorso ou pena. E o pior de tudo é que ela segue silenciosa seu caminho de destruição, cada dia se apoderando de uma parte, de um pedaço, de um sonho, pois limita e fere, e a gente corriqueiramente, nem se dá conta disso.  Mas o fato de falar isso, não faz com que eu deixe de entender que os gordos (e nessa lista eu me incluo) são culpados por serem gordos. A obesidade não é causada por falta de vergonha, não é coisa de gente relaxada ou preguiçosa, é resultado de uma série de fatores, e o gordo não pode sofrer preconceito por ser gordo, não pode deixar de ser respeitado e visto como alguém menor por conta disso. E eu sempre aconselho que antes de qualquer coisa, que assistam a entrevista do Dr. Alfredo Halpern, médico endocrinologista que falou coisas altamente esclarecedoras no extinto programa “De frente com Gabi” no SBT, procurem esse vídeo e assistam. Esse homem viveu uma vida inteira estudando sobre a obesidade, e de uma forma brilhante, nos mostrou pontos geralmente esquecidos, tudo isso sem humilhar ou demonizar o gordo, ao contrário disso, tendo total respeito. E eu peço para todos os que são gordos, assistam essa entrevista! Da mesma forma que eu falo para aqueles que atacam os gordos, assistam esse entrevista! Poupará muita gente de sair por aí falando besteira!

E da mesma forma que a anorexia, a obesidade tem pouca gente que realmente esteja preparada para atender quem dela sofra, pois os médicos geralmente fazem os pacientes passarem por situações vexatórias, expondo-lhes ao ridículo e negando um atendimento decente. Há quem faça chacota, ria, faça piadinhas, menos atender da forma correta o obeso. E eu não estou dizendo que a gente tem que seguir um padrão, porque não, a gente não tem que seguir nada! Mas não podemos fechar os olhos e ver que já tem criança que respira mau por causa do peso, que tem adolescentes que já tem pressão alta por causa dele, que tem mulheres que não aguentam dar nem dois passos para deixarem seus filhos na escola, que tem pais que já não conseguem nem trabalhar, e alguma coisa precisa ser feita. E eu devo confessar que seguir a tabela do IMC muitas vezes é a maior furada, porque ela considera apenas peso e altura, e não leva em conta percentual de massa magra (músculos) e gordura, sendo assim, uma pessoa atlética e em forma, pode ser tida como gorda através dela. Da mesma forma que uma pessoa tida com o peso normal, pode estar com aparência de doente, de tão magra. O nosso corpo foi feito para estar em movimento, precisamos nos movimentar, e não é normal alguém que se canse com muita facilidade, que tenha uma fadiga extrema, que não consiga dar uma pequena corrida, que não consiga sentar no chão e se levantar, alguém que sinta dores insuportáveis nas articulações por causa do peso, que viva tomando um monte de remédios para estabilizar a pressão mesmo sendo jovem, enfim, não é normal viver com tantas limitações por causa do peso.

E sinceramente, o que está faltando nesse mundo é o meio termo, porque tudo é jogado em extremos de forma canibalesca. Da mesma forma que a magreza excessiva não é bonita (mesmo que a indústria da moda diga que sim), a obesidade alarmante também não é. Os dois extremos ferem, são agressivos e limitantes. Eu poderia ilustrar esse post com algumas pessoas muito gordas, que ficaram conhecidas através da sua participação nos programas do Discovery, mas acredito que ficaria agressivo, e não há necessidade para isso. E eu convido a vocês a assistirem esses programas de vez em quando, como eu assisto, para verem que a obesidade não é “bonitinha” como algumas pessoas do mundo plus size querem vender. Pessoas com os corpos completamente deformados, sem conseguir se movimentar, muitas vezes em cima de camas, mal podendo se locomover. E aí você pensa: “Ah, mas isso nunca vai acontecer comigo!”, e sinceramente, pode acontecer com qualquer pessoa, não estamos livres de nada, por isso que precisamos nos precaver. E aqui no Brasil conheço vários casos, e não é só por internet, não, mas jamais exporia as pessoas, porque as respeito e admiro por sua luta e história de vida. E quando eu falo sobre respeito e admiração, é porque eu não vejo que nós que somos gordos sejamos dignos de pena.  Eu acredito que a abordagem do tema obesidade é totalmente equivocada, mas nem por isso podemos parar de falar sobre ela e vê-la com olhos romantizados que adoçam a realidade com adjetivos como gordinha, fofinha, plus size. Até porque a palavra gorda não deveria soar ofensiva.

Eu sei e compreendo que o gordo é tratado como lixo, e aparecem fiscais da saúde alheia dando palpite em tudo, e quando a pessoa fuma, usa drogas ou bebe, ninguém gasta seu tempo dizendo que faz mal à saúde, e isso eu também falo no vídeo que eu citei acima. O gordo é o mais policiado, o mais oprimido e o mais maltratado, tudo por uma boa causa, “a preocupação das pessoas com a sua saúde e bem estar” – ah, me poupe! E hoje sinceramente, não tenho o menor desejo ou pretensão de ser magra, mas posso dizer que já tive bem menos peso que hoje, mas já pesei bem mais também, e quando estava mais gorda, sei como funcionavam as coisas, e por conta disso, eu faço tudo pra me manter no que estou e/ou perder  o que já tenho. Eu não posso soltar o freio de mão e deixar acontecer, não posso deixar de me preocupar, não posso deixar de me policiar, porque uma das coisas que eu mais amo, é a liberdade de poder ir e vir, estar em qualquer lugar que eu quiser. Não quero ficar presa, limitada, aprisionada dentro de mim mesma, eu preciso viver! Mas eu decidi que vou viver gorda, acima do peso, mas uma gorda, mas uma gorda que se movimenta, que faz atividade física, que não come um monte de besteiras o tempo todo, uma gorda que investe em si mesma e faz de tudo pra se manter feliz.

Estou convidando vocês a fugirem do padrão, mas não abandonarem a razão. Nas Olimpíadas e Paralimpíadas vi tantos atletas acima do peso, fazendo coisas lindas, vencendo limites, ganhando medalhas e sendo aplaudidos, que não tive como não me inspirar através deles. Os médicos sensatos sabem que uma pessoa acima do peso que se movimenta e faz algum tipo de atividade física, tem muito mais saúde que uma pessoa magra que não se exercita. O importante é fugirmos dos extremos, até porque, eu sei exatamente qual o meu limite de peso, o número máximo que eu permito ver na balança, mas a realidade é que cada um sabe de si. Do seu limite, só vocês sabe. E mais uma vez, não se trata de ser gordo ou magro, se trata de não se permitir prender, de não se deixar aprissionar.  E não se deixem influenciar pela tal “militância da causa gorda” porque muitos dos que se apregoam tão seguros e repletos de auto estima nas redes sociais, na realidade são totalmente inseguros e tristes, e a gente não pode viver numa bolha de gordos, pois é fácil falar que se ama e se aceita, quando se está diante de pessoas iguais e/ou semelhantes, o desafio de verdade, é na vida real, do lado de fora da vida, onde tem gente de tudo que é jeito ao nosso lado. É preciso aprender a se amar, se respeitar e manter a auto estima em alta, mesmo no meio das pessoas magras, mesmo diante daquelas que são padrão, porque percebo que essa militância mais segrega as pessoas em guetos, do que realmente as prepara para a vida real.

Tudo o que falei foi de coração, e por observar muitas coisas nessa vida, e talvez muita gente não entenda e teça comentários nada bondosos à meu respeito, mas sinceramente, já estou acostumada e faz tempo que não ligo mais, pois muito mais importante do que ser aplaudida pelas pessoas, é minha consciência de dever cumprido, de saber que eu estou fazendo a minha parte, e usando esse espaço para trazer verdades que apesar de ácidas, nos são totalmente necessárias. Certamente muita gente vai se identificar com o que eu disse, mas no fundo vai ter um certo medo de dizer que concorda, porque sabe exatamente o peso de ratificar uma opinião como a minha, mas se você não quiser se manifestar, não precisa, apenas reflita, e entenda que essa gorda aqui  não tem motivo pra sair por aí atacando as pessoas, apenas usa seus textos e vídeos para fazer pensar, questionar e se surpreender. Sendo assim, se permita pensar por outro ponto de vista, faz parte do processo.  Quando às escolhas, elas são pessoais e por conta disso, cada um faz as suas. Respeito todas e invisto sempre nas minhas.

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Por que é importante ter a Ju Romano na Playboy?

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A Ju Romano é uma bloqueira que eu admiro muito, e desde o comecinho do blog eu falo dela por aqui, e certamente o que mais me admira, foram as coisas que ela foi conquistando no decorrer do tempo sem perder a simplicidade. Nesse mundo de blogs, blogueiras e afins,  isso é extremamente raro, vocês sabem bem disso. O fato é que ela vem conseguindo quebrar barreiras e chegar mais longe do que a maioria das blogueiras gordas já sonhou,  e esta cada vez mais conhecida e influente na mídia.  E o legal é que ela não faz o tipo caricata, tipo aquelas blogueiras que copiam tudo o que as gringas vestem e fazem, e que na maioria das vezes, não tem nada a ver com a nossa realidade aqui no Brasil. Dentre tantas coisas boas da Ju Romano, posso dizer também, que ela tem estilo próprio e personalidade, e isso dentro do mercado é fundamental, extremamente importante.  E certamente é isso que vem chamando a atenção da mídia e tem feito ela receber tantos convites e viver hoje, do seu trabalho no blog e das ações de publicidade que desenvolve com e através dele, e de repente, eis que surge um convite da Revista Playboy para ela, e ela topa.

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Pra começar, que bom que ela topou! A Playboy hoje mudou completamente a sua linha editorial, e é nesse momento de virada da revista, nesse momento de descoberta de novas possibilidades, que surge a Ju Romano linda, posando de lingerie, e o mais interessante, é a sessão da revista onde ela está saindo:  MQA: Mulheres que amamos, que mostra mulheres que eles consideram inteligentes, bonitas e sensuais. E sair numa sessão dessas, vai contra os errôneos estereótipos que veem a mulher gorda como a coitadinha, a sofredora, aquela que é digna de pena e incapaz de ser amada e de conseguir vencer na vida. De uma forma muito cruel, a sociedade acaba colocando à margem todos aqueles que fogem dos padrões que ela impõe, mas isso não pode ser motivo de conformismo da nossa parte, porque apesar de tudo, e acima de tudo, nós existimos e resistimos. E cada uma de nós resiste de uma forma diferente. Eu acho que o meu modo de resistir é através dos meus textos, dos vídeos que eu gravo, enfim, da forma como eu consigo me comunicar com vocês. A  minha forma de tombar é me expressando, falando, interagindo, fazendo refletir, usando até mesmo as polêmicas para fazer surgir um novo pensamento à respeito dos fatos, mas cada mulher pode (e deve!) resistir à sua moda e à sua maneira. E a forma que a Ju tem de representar a mulher gorda nesse momento, é saindo nessa revista que ainda hoje (mesmo depois da sua mudança), mostra sempre mulheres bonitas e desejáveis em seus editoriais.

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E eu fico pensando como tudo seria completamente diferente, se eu tivesse tido como referenciais na minha infância e adolescência, mulheres que fossem fora do tal padrão, pois desde que me entendo por gente, estou fora dele. Mas naquele tempo não existia nada que service de apoio e de referência, e ao ver que vocês hoje tem esses referenciais, percebo até com lágrimas nos olhos, que cada uma de nós que sofreu e lutou para ser alguém hoje, de uma forma muito especial, também contribuiu para isso. Somos parte integrante dessa nova visão feminina, que nos empodera de uma forma maravilhosa e nos mostra que somos realmente capazes. E ver um gorda sendo mostrada de uma forma equilibrada, ou seja, sem ser a coitadinha e nem o objeto de fetiche masculino, me faz perceber mais uma vez que as gordas realmente precisam ser mostradas, fotografadas, vistas, ouvidas e aplaudidas. Porque é dessa forma que vamos construindo uma nova geração de mulheres que não passarão pelas coisas ruins que nós passamos lá atrás, ou que se passarem, vão saber tirar de letra, pois serão tão amigas de si mesmas, que serão incapazes de se sabotar por conta da opinião alheia.

Eu sempre digo que as pessoas nos veem através dos nossos olhos, e isso quer dizer que se nos vermos como mulheres confiantes, vitoriosas, belas, inteligentes e merecedoras de amor, de sucesso e de admiração, é assim que elas nos verão também. Ao passo que se nossa auto estima estiver em baixa, as pessoas nos verão da mesma forma pejorativa que nos enxergamos. No fundo todos nos veem pelo reflexo que refletimos de nós mesmas, e é por isso que eu sempre soube, que a transformação começa de dentro pra fora. E é por isso que o investimento é constante e que nossa vontade de vencer deve ser maior que tudo. E por menores que pareçam os nossos esforços, no fundo eles se unem à esforços de outras pessoas e se tornam algo grandioso, que atinge várias pessoas e que trás um significativo impacto para  a sociedade.

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E por isso, ver a Ju Romano na Playboy, abre para nós um leque de oportunidades para nos mostrarmos de uma forma cada vez mais digna e respeitosa, fora de qualquer coisa que tente nos diminuir ou menosprezar quem somos. Pelo que a própria Ju falou, a proposta da matéria é mostrá-la o mais natural possível, e o tratamento dado às imagens, vai deixar à vista até algumas das suas imperfeições, e isso é maravilhoso! Imaginem olhar para alguém e ver uma gordurinha saltando meio que de lado, uma celulite na perna, um braço mais gordinho? Isso faz com que a gente se reconheça na outra, e vendo-a tão bela, reafirme a nossa beleza de uma forma maravilhosa também. Enfim, nesses seis anos de blog, tanta coisa já mudou, tanta gente chegou e de repente sumiu da internet. Mas eu cheguei e fiquei, e tenho permanecido para ver o mundo mudar à minha volta, e mesmo com tantas dificuldades e  preconceito ainda existindo, perceber que nós temos visto a mudança, e de uma forma muito especial, participado dela também. Só Deus sabe o que ainda virá pela frente, mas tenho certeza, de que muita coisa boa ainda está por vir.

Porque eu creio, porque eu acredito!

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Cirurgias plásticas e o sentimento de inadequação de Ludmilla

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Muito tem se falado à respeito das plásticas que a Ludmilla tem feito. Muita gente achando o máximo, mas um número ainda maior de pessoas criticando a cantora. E de repente me pus a pensar o motivo de tantas críticas, e porque as pessoas são tão cruéis em suas palavras, deixando ofensas nas suas redes sociais. Pra começo de conversa, Ludmilla tem todo o direito de se submeter ao procedimento estético que quiser, e acho mesmo que quando estamos descontentes com alguma coisa em nosso corpo, devemos intervir, desde que seja com cautela, cuidado e bom senso.  E infelizmente temos que constatar, que as críticas são maiores à ela por ser negra. Ela tem sido acusada de não se assumir negra, de querer ser algo que não é, de querer virar branca e de tantos outros absurdos que não merecem ser citados aqui, mas o fato é que quando uma mulher branca faz plástica no nariz, estica o rosto, aplica botox, faz preenchimento nos lábios, coloca silicone nos seios, no bumbum e lipoaspira o corpo, ela nunca e acusada de querer deixar de ser alguma coisa.  As pessoas simplesmente aceitam, incentivam, acham lindo, e apoiam.

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Eu particularmente acho que ela começou as intervenções cedo demais e que não precisaria de tanta coisa, mas ela é só uma menina exposta na indústria da música, e tentando se manter no topo. E para isso, ela precisa se “enquadrar” num padrão estético imposto pela mídia, pelas pessoas, pela sociedade, pelo público. Acho deprimente que seja assim e que os traços dos negros ainda sejam vistos de forma pejorativa por muita gente, acho terrível os comentários que tem sido feitos à respeito da filha da Beyoncé, mas as pessoas são assim, pequenas e muitas vezes, mesquinhas. E foi depois que a Ludmilla assinou com a Warner, uma grande gravadora internacional, que ela veio querendo se tornar uma “negra padrão”, do tipo que a sociedade acha bonita a atraente.  Tenho percebido que ela quer desesperadamente se parecer com as cantoras internacionais, ter o seu estilo, o seu jeito e a sua aparência, e  desde então, ela vem fazendo plástica em cima de plástica e eu não sei como tudo isso vai terminar, porque ela já está ficando estranha. E eu queria muito que alguém próximo dela conversasse com ela, e a fizesse enxergar o quanto é linda e que não precisa fazer mais nada para provar isso pra ninguém. Aliás, que lhe dissesse que ela sempre foi linda!

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E toda essa história me remete à Michael Jackson, e a sua necessidade de superar os insultos que sempre ouviu do pai, e forma como nunca aceitou o seu rosto e mutilou seu nariz, com as inúmeras intervenções cirúrgicas que fez. Porque o mais perigoso da cirurgia plástica, não é ela em si, mas o que ela desencadeia dentro de alguém que tem problemas de auto estima e aceitação, e nunca consegue enxergar quando já está bom. São esses constantes retoques que vão limando a alma, que vão levando pedaços de sentimentos bons e deixando no lugar a insegurança e o medo. No fundo as pessoas querem que todas as negras sejam Beyoncé, que se pareçam com ela, porque a “negra aceitável” é aquela de traços finos. Eu inclusive ouço desde cedo, pela boca de pessoas sem noção, que eu nem pareço negra por causa dos meus traços, e já houve até quem falasse: “ela é negra, mas é bonita!” Vocês acham que fica como a cabeça das meninas que desde cedo crescem ouvindo que seu nariz é largo, que seus lábios são grossos, que seu cabelo é duro? Elas tentam desesperadamente se encontrar dentro de si mesmas, buscando algo que do lado de fora, aqui nesse mundo chamado real, elas não encontram. E muitas sem forças se deixam sucumbir e acabam acreditando que não tem valor, nem talento e muito menos beleza, porque não são iguais às mulheres que veem na TV e nas revistas.

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E eu sigo acreditando que a gente pode ser como quiser, da maneira que quiser, e das mais variadas formas. Mas sempre por causa de si mesma, nunca para agradar os outros e seus desejos. Que ela tenha um milhão de perucas, qual o problema? Acho o máximo aparecer todos os dias diferentes, e ela mesma nem liga em ser vista sem elas, pois volta e meia posta fotos mostrando as trancinhas nagô que usa por baixo das perucas. O grande problema, é perceber que cada dia as cobranças estão maiores, porque mesmo os que se dizem fãs, estão sempre apontando defeitos, exigindo “novidades” e no fundo, novos procedimentos estéticos. Mesmo magérrima como ela é, tem sempre alguém que vai lá nas fotos e diz que nessa ou naquela, ela apareceu mais gorda, que está barriguda, com culotes, e ainda tem o agravante que a TV engorda horrores qualquer ser humano vivo. Então é sempre esse desespero de ter que agradar o público, de ser a tal “negra de padrão aceitável”, de ter que ter a beleza que as pessoas admiram, abrindo mão da sua própria beleza, além de ter que produzir, gravar, fazer shows, faturar, ter milhões de views nos vídeos no youtube, aumentar a base de fãs nas redes sociais. Percebem como tudo isso consome, fere e dilacera?

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E dói demais perceber que nós mulheres negras, temos um fardo ainda mais árduo, porque além do machismo, temos que lutar contra o racismo de todos os dias. E não é só com ele que temos que lutar, temos que lutar contra a indústria da beleza, que a todo custo quer nos empurrar padrões para serem seguidos, a sociedade que só celebra a juventude e despreza a experiência das mulheres maduras, e ainda o peso de termos que ser perfeitas em tudo o que fazemos. Somos cobradas por todos os lados e o pior de tudo,  é quando sucumbimos e começamos nós mesmas a nos cobrar desesperadamente, pois vamos nos exaurindo e nos aniquilando, perdendo as forças que moram dentro de nós mesmas. Quando vejo a Ludmilla se transformando nessa pessoa estranhamente perdida, só penso que tantas e tantas outras Ludmillas estão por aí, mesmo sem intervenção plástica (por conta da falta de dinheiro, na maioria esmagadora das vezes), mas se enxergando inadequadas para esse mundo, e se julgando não merecedoras de atenção, admiração e respeito. E em todas as oportunidades que eu tiver, eu vou dizer para que vocês se amem, se aceitem e não deixem de se valorizar e de se querer bem em nenhum momento da vida.

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Queria tanto à vinte, vinte e cinco anos atrás, saber tudo o que eu sei hoje! Como eu teria me poupado de sofrimento, de angústia e de dor. Mas os tempos eram outros e no meio da minha insegurança e do meu sentimento de inadequação, eu não tive muito pra onde correr quando algumas questões existenciais começaram a bater ponto na minha cabeça. E é impressionante como a gente sempre acha que não é perfeita o bastante, que não vai conseguir ser plenamente feliz com quem somos, até porque, tem sempre um monte de gente nos jogando isso na cara todos os dias, através do seu preconceito camuflado de cuidado. E olhando minhas fotos antigas, fico pensando no tempo que aquela menina bonita perdeu acreditando que era feia, só por não estar nos tais padrões, mas como não dá pra voltar no tempo, sou imensamente grata à Deus  pela mulher que me tornei, centrada, decidida e senhora de mim, sem depender da aceitação de ninguém.  E  hoje, temos tanta informação, tanto conhecimento e tantos recursos na internet, que não podemos nos privar de levar ao maior número de mulheres possível, que a maior revolução que podemos fazer por nós mesmas, é nos aceitarmos por completo.  E talvez Ludmilla só precise disso, ter a ousadia necessária para revolucionar e reencontrar com sua verdadeira essência. Seja como for, torço por ela.

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Projeto Body Perfect

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Na minha última postagem aqui no blog, eu contei pra vocês da minha volta à academia (estou malhando na Body Coach), e tudo tem corrido bem, e eu gostaria também, de compartilhar algumas coisas que aconteceram de novidade. Essa volta foi super tranquila e estou me sentindo super bem na nova academia, e eu no íntimo, já sabia que me sentiria bem. Reencontrei vários amigos dos tempos de malhação e estou fazendo outros. Aliás, ir na academia também tem esse contexto social, porque conhecemos pessoas novas, com realidades diferentes das nossas, e com objetivos diversos na sua rotina de exercícios. Há quem esteja lá para emagrecer, quem queira ganhar massa muscular, quem está somente para se exercitar sem querer mudar nada no corpo, quem esteja lá e já seja até atleta, enfim, tem de tudo e todo o tipo de pessoa, e é isso que deixa tudo tão interessante. Perceber perspectivas diferentes faz com que a gente se torne até mais solidário com o outro e de uma forma toda especial, fique na torcida para que tudo dê certo para cada um de nós.

No meu caso, eu quero me movimentar, me sentir mais flexível, mais ágil e perder alguns quilos, mas não são muitos. Quero voltar aos corpo que eu tinha na época em que malhava e que já era considerado pela minha então nutricionista e pelo clínico que me acompanhava, um corpo gordo. Naquela época, eu ouvi muita coisa ruim e depreciativa desses “profissionais” e principalmente, era acusada de não me esforçar o bastante para perder o peso que “deveria perder”. E mesmo já estando bem com meu corpo, me alimentando de forma saudável e me exercitando, nunca recebia uma palavra de incentivo sequer deles dois. Infelizmente, isso foi me desmotivando, e após um longo e maravilhoso período na academia, aos poucos eu fui deixando tudo de lado, até deixar tudo de vez. E ter deixado de ir, não prejudicou quem estava me acusando, mas apenas a mim mesma. Porque além de ter engordado, eu perdi o condicionamento físico que tinha e hoje, estou recomeçando tudo do zero.

As coisas que eu fazia facilmente, como correr por exemplo, já não consigo fazer mais de forma tão tranquila. Mas estou sendo paciente comigo mesma e respeitando os limites do meu corpo, e abrindo mão do peso das cobranças, que são sempre tão danosas na nossa caminhada. No momento estou focada nas atividades aeróbicas, e estou aproveitando para fazer atividades em grupo, que são mais bem mais prazerosas do que as individuais. Hoje faço zumba e jump (são aulas seguidas), mas não deixei de lado a musculação. Dentro desse processo todo, resolvi gravar uma série de vídeos  chamada Projeto Body Perfect, que vai mostrar para vocês como as coisas tem acontecido, e principalmente, para estimulá-las a fazerem atividade física também. Não estou falando em me tornar musa fitness (mas quem também quiser, pode se tornar, sem problema), até porque meu objetivo não é esse. Estou falando em viver uma vida mais equilibrada, em movimento e livre de qualquer tipo de amarra que me jogue para baixo e do peso de ter que ser a “mulher perfeita” que a mídia e a sociedade tanto cobram.

É preciso que entendamos que muito além do que os desejos dos outros, os nossos desejos são os que mais importam e interessam. Por isso, jamais tentem se enquadrar em padrões que não são os seus, jamais abracem sonhos que não estejam em seus corações e se deixem levar por opiniões alheias. E aproveitem para assistir ao primeiro episódio do Projeto Body Perfect que tem como objetivo mostrar que todos os corpos são perfeitos. Então, se livrem dos padrões e se lancem na alegria de descobrir novidades dentro de si mesmos. E hoje, eu tenho certeza de que gorda ou magra, o que realmente importa realmente, é que eu esteja feliz e realizada comigo mesma!

Gorda pode fazer academia?

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Eu sei que existem muitas mulheres gordas que não se sentem à vontade para frequentar uma academia, e a maioria simplesmente por achar que vai ser criticada por conta do seu peso. Há alguns anos atrás, quando eu comecei a ir na academia, também tinha esse certo receio de que seria um ambiente pouco hospitaleiro, mas felizmente, essa impressão era totalmente equivocada. Quando comecei a malhar, senti tanto por parte tanto dos professores, como dos outros alunos, uma excelente receptividade.  Eu me sentia feliz lá dentro e cumpria minha rotina de atividades regularmente, dando o meu melhor, indo de segunda à sexta, e várias vezes, no sábado também. Infelizmente na época, eu era acompanhada por uma equipe médica que deixava a desejar, onde a nutricionista e o clínico, nunca me deram uma palavra de incentivo sequer, e embora eu já tivesse perdido muito peso e fosse disciplinada no que fazia, ouvia deles que eu continuava gorda. Na época, eu já me via num bom peso, mas eles insistiam que eu precisava perder mais, pois segundo a tabela do IMC, eu apresentava sobrepeso.

Eu era uma gorda sem barriga, cintura fina, mas eles sempre me cobravam mais e mais, e isso num dado momento, me desestimulou a continuar na academia, já que nunca conseguia chegar no padrão que eles tanto queriam. E meu erro foi esse, me deixar levar e abater por conta de padrões alheios, por conta de impressões que não eram as minhas, quando na verdade, ao sair da academia, a maior prejudicada fui eu. E quando você se acostuma com o ambiente de academia, quando você sai, sente uma falta enorme, uma saudade imensa, mas infelizmente também rola uma fraqueza que impede que a gente volte. Depois que parei com as atividades, eu acabei engordando, mas ao passo que eu fui engordando alguns quilos de novo, eu também fui me transformando numa outra pessoa, mais forte e mais decidida, capaz de enxergar uma beleza enorme em mim, e que finalmente se livrou do fardo de querer ser perfeita. Passei a me olhar no espelho e me cobrar menos, me exigir menos e a me amar mais. E tudo isso foi altamente importante no processo de desconstrução da imagem que eu tinha de mim antes, para a construção de uma nova mentalidade mais sadia e muito mais feliz. E dentro desse processo, me vi curada de várias feridas que eu mesma me causei, não intencionalmente (claro!), mas por conta da insegurança que me seguia, e foi nesse momento que eu finalmente me enxerguei e compreendi que eu preciso aproveitar todos os momentos para continuar investindo em mim. E finalmente voltei à academia,  agora em uma que tem a minha cara, porque é grande, bem equipada e bonita (vejam como sou modesta!).

A Body Coach é bem mais do que uma simples academia, é um lugar onde me sinto extremamente à vontade e feliz, aliás, é  minha segunda casa. Tenho sido super bem assistida por lá e mais uma vez, me sinto totalmente à vontade, num ambiente receptivo e cordial, onde as pessoas não estão nem aí se eu estou gorda ou não. Tenho feito novos amigos e percebo que ajudamos uns aos outros, pois cada um leva consigo suas dificuldades, mas acima de tudo, sua vontade de dar certo. Tenho percebido os professores todos sempre muito dispostos à nos dar atenção e um tratamento individualizado, que faz com que nos sintamos únicos. E se estou comentando essas coisas todas com vocês, é porque desejo do fundo do meu coração, que todas as gordas do mundo, percam o medo de irem para a academia. Aliás, não se trata de ser gorda ou magra, se trata de saúde, de bem estar e de entender que o nosso corpo precisa de movimento, fomos feitos pra isso. E hoje, eu me vejo de bem comigo mesma, e faço as coisas dentro das minhas possibilidades e não estou ligada em balança, em peso, em IMC, só quero me movimentar, me exercitar e me alimentar de forma saudável e inteligente. E a Body Coach tem sido super parceira, porque me oferece um ambiente super bonito e confortável para malhar, e ainda me indicou a nutricionista Hellen Campos, que me ouviu, me estimulou e me aconselhou de uma forma maravilhosa.

Hoje, trabalhamos para que eu mantenha uma alimentação saudável, continue minha rotina de exercícios,  tudo isso  sem cobranças exageradas e respeitando os limites do meu corpo. Aliás, em parceria com a academia Body Coach, estou lançando o Projeto Body Perfect, que mostra que todos os corpos são perfeitos, sejam eles magros, gordos, altos, baixos, todos os corpos são perfeitos e precisam ser valorizados. Vai rolar muita coisa legal nesse sentido, com vídeos no youtube e postagens aqui no blog e nas minhas redes sociais, mas por enquanto gostaria que vocês dessem uma olhada na lindeza que é a academia, e depois me digam se eu tive ou não bom gosto, em escolher um lugar tão maravilhoso e perfeito para voltar à malhar. Enfim, queria que soubessem que praticar atividade física, faz bem para o corpo, mas faz um bem maior ainda pra alma. Então, espero que me acompanhem nessa empreitada, que tem que ser pra vida, sabem? Tem que ser mudança de comportamento mesmo, e com relação à isso, já mudei muitas coisas e já me sinto feliz. Estou me alimentando bem melhor, sem pular refeições por conta de lanches pouco nutritivos e altamente calóricos e deixei de ser escrava/viciada de coca zero (que faz tão mal, ou até mais, do que a coca comum). Enfim, é todo um processo, e eu estou disposta a seguir em frente, estou disposta à pagar o preço e vencer. Torçam por mim.

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img_2591Enfim,é isso. A caminhada é longa, mas a gente precisa aprender a se motivar todos os dias, e não se deixar abater nunca! E independentemente do que dizem as pessoas, do que pregue a mídia, se olhe no espelho e se sinta linda, mulher! Porque de verdade, você é!

 

Meu aniversário e um desabafo que eu precisava fazer

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No dia 24 foi meu aniversário, completei 44 anos de vida. E por mais que existam várias mulheres que tem pavor de dizer suas idades, eu sinto um enorme prazer em dizer a minha. Me sinto feliz por reconhecer quem eu vejo no espelho e me sinto mais feliz ainda, por perceber que tenho progredido, melhorado e evoluído como ser humano.  Ao olhar para mim hoje, me vejo até mais bonita  do que há tempos atrás, e isso é porque já não me cobro tanto,  não busco referenciais de beleza e nem procuro me enquadrar em padrões que a mídia insiste em ditar. E por mais que pareça simples, esse processo de desconstrução e fulga de padrões, essa auto estima mais elevada e minha vontade de dar certo comigo mesma, é tarefa diária, que precisa ser realizada com carinho, amor e empenho. Em vários momentos eu fico pensando comigo mesma várias questões, e tenho certeza de que isso tudo que vivemos não é em vão. Existe um quê e um porque para todas as coisas, e até o sofrimento nos liberta, pois consegue nos lapidar para sermos melhores. E as alegrias, como todo mundo bem sabe, enchem a nossa vida de cores. Mas em meio à isso tudo, me vejo aqui diante desse blog que faz parte da minha vida há seis anos, e que me ajudou muito em vários processos internos, pois me fez sair da minha zona de conforto e experimentar outras formas de ser eu mesma. E apesar do nome “Tempo Fashion”, isso aqui nunca foi um blog de moda, e eu nem quero que seja. É um espaço democrático onde eu falo das coisas que gosto, de diversos assuntos e onde eu posso mostrar um pouco de mim, assim como das coisas que tem acontecido à nossa volta.

Hoje os chamados blogueiros e influenciadores digitais ganharam muito espaço,  e a informação circula com uma velocidade absurda e que por vezes me assusta, e as pessoas usam seus espaços digitais e influência, para os mais variados fins, mas ando vendo muita coisa vazia e sem sentido por aí. Talvez isso seja fruto da tal evolução que eu comecei falando lá em cima, dessa mudança de mentalidade que a vida foi me dando no decorrer do tempo, mas eu vejo tanta gente se prendendo ao fútil, ao inútil  e ao desnecessário, que gostaria de convidá-los a dar um passo à frente e experimentarem coisas maiores e melhores. Sei que a moda é super importante na vida de todos nós, é  a forma como escolhemos para nos vestir, e consequentemente  sermos vistos pelo mundo. Diz muita coisa à nosso respeito. Sei também que a moda é a forma que encontramos de nos mantermos atuais,  modernos e em atividade, mas vamos combinar que a moda pela moda (pelo menos pra mim) não faz o menor sentido. Muita gente se prende a necessidade de ter que ter algo para mostrar nas redes sociais, tem que ser roupa boa, tem que ser roupa de marca, sapato tem que ser do caro, a bolsa tem que ser a desejada por muitas. Repetir look? Jamais! Se já me viram como essa roupa, não tiro mais foto com ela! Impressões de uma vida perfeita e feliz, são dadas todos os dias nas redes sociais, e nesse quesito, o Instagram reina como a fonte inesgotável de gente feliz, bonita e realizada.

Nunca quis (e não vai ser agora que vou querer) ter um blog para ostentar nada e nem para induzo-los ao consumo exagerado e não consciente. Não uso isso aqui e nem minhas redes sociais, para me auto afirmar em nada e nem mostrar o quanto sou perfeita, e em tudo o que eu faço, eu deixo um pouco de mim, pois faço com coração e com muito amor, mas as vezes, parece que as pessoas realmente não se interessam.  Outro dia eu postei no meu perfil no Facebook, um texto que dizia que as pessoas reclamam tanto do conteúdo que é veiculado na internet, mas na verdade acabem dando fama e tornando celebridades pessoas que nada tem a acrescentar de bom. Pessoas arrogantes, que tratam mal aos outros, gente vazia e que sempre que pode, dissemina ainda mais o preconceito contra toda e qualquer pessoa, que está fora do tal maldito padrão. Fala-se tanto em representatividade, em igualdade para todos, mas a esmagadora maioria que consegue se dar bem na internet, são pessoas que se encaixam dentro do velho (e mais uma vez maldito) padrão. Já pararam pra perceber que são sempre os mesmos tipos, os mesmos arquétipos, os mesmos personagens? Vejo e acompanho tanta gente boa, que deveria ser conhecida do grande público, mas que passa despercebida. E eu não perco a oportunidade de dizer à essas pessoas o quanto são boas e como gosto daquilo que produzem. As vezes faz falta uma mão amiga, alguém que te diga que tem valido a pena, e eu tento fazer a minha parte cativando, embora na maioria das vezes, sempre falta quem me cative.

Não pensem que estou escrevendo triste e ressentida, pois esse não é o caso. O que existe nesse momento, é um choque de realidade, onde a gente percebe que por mais que se faça, as pessoas sempre vão valorizar o que é superficial e vazio. Acho que é porque de certa forma, temem a verdade. Mas eu quero (e vou!) continuar com isso aqui,  pois dentre as coisas que acredito, estão a minha capacidade de me reinventar e renascer em todos os momentos, criando para mim mesma novas possibilidades. Consegui me livrar do incômodo de ter que me prender à número de acessos, curtidas, compartilhamentos, comentários, me livrei disso tudo e fiquei bem mais feliz. Hoje estou em paz porque sei que o que faço tem a minha cara, a minha identidade, e a minha realidade hoje, é fazer de tudo para me fazer feliz. E a gente só consegue ser feliz quando está livre. Livre das pressões que nos impostam e que a gente volta e meia se imposta também, livre da necessidade de ter que provar alguma coisa à alguém, e principalmente livre do medo que muitas vezes, nos faz fracassar antes mesmo de tentar.

Nesse novo ciclo, vou continuar com meus planos de ser cada dia mais verdadeira comigo mesma e abraçar cada vez mais, as coisas nas quais sempre acreditei. Não sou contra quem só posta looks ou fala do que comprou, do que recebeu de uma parceria, mas eu preciso de muito mais do que isso para me sentir inteira e completa. E já que eu tenho a oportunidade de escrever, de falar e de me fazer entender, vou usar isso para deixar minha marca impressa, e até porque funciona como uma terapia para mim. Muito mais do que ser admirada pela beleza, por uma roupa bonita ou por um estilo que pareça legal, eu gosto de fazer as pessoas pensarem, gosto de levá-las ao questionamento, pois desse jeito, eu também penso cada vez mais, e acabo me questionando também. Gosto de ver gente, ver a vida, conhecer lugares e vivenciar momentos,  e felizmente percebi à tempo, que não adianta nada ter uma vida de sucesso na internet, se na vida real não se consegue ser feliz. Isso daqui é apenas uma parte de quem somos, uma ínfima parte de tudo o que somos e do que podemos ser, por isso, não se prendam, não se limitem e não se apeguem à nada que não consiga no mínimo, os levar ao seu limite.

E sejam felizes!

Minha participação no desfile da Vislumbre Moda Íntima no FWPS

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A terceira e última marca pela qual eu desfilei no Fashion Weekend Plus Size, foi a Vislumbre Moda Íntima, que apresentou uma coleção lindíssima de lingeries e moda praia. Tudo com muito bom gosto e riqueza de detalhes, em peças charmosas, modernas e com uma pegada de sensualidade muito interessante.  Não é a primeira vez que a empresa participa do evento, e eles tem presado por apresentar mulheres reais na passarela, para mostrar que a moda pode (e deve!) ser para todas!  Cores alegres, vivas, estampas cheias de personalidade, rendas com toque macio, a Vislumbre chegou, chegando mostrando que na intimidade ou nas praias e piscinas, as clientes da marca estarão mais do que lindas com seus corpos cobertos com suas peças. Conjuntos de calcinha e sutiã, espartilhos, corpetes, camisolas, biquinis, maiôs, saídas de praia, tinha de tudo na passarela, para deixar as mulheres plus size muito mais bonitas e poderosas!

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Estou deixando abaixo o pocket vídeo com a minha participação no desfile da Vislumbe:

Também julgo necessário compartilhar por aqui, o texto que escrevi e postei no Facebook e no Instagram, e que traduz de forma verdadeira, a relação que eu tenho hoje com o meu corpo, e gostaria que cada uma de vocês se enxergassem dessa forma também. Livres de qualquer tipo de cobranças, medo ou preconceito, mas livres para serem o melhor que podem ser para si mesmas, e prontas para se amarem por completo.

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Espero que tenham gostado!  Até a próxima!

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Minha participação no desfile da Mirasul no FWPS

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A segunda marca pela qual desfilei no FWPS foi a Mirasul, que trouxe a proposta de vestir uma mulher moderna e urbana, com peças fáceis de se combinar e que podem ser usadas para o trabalho ou momentos de lazer e divertimento. A grife é do Sul do país, e vem crescendo cada dia mais e se mostrando super competitiva dentro do mercado plus size. Eu usei duas peças curingas, uma camisa branca com mangas diferenciadas e uma saia preta reta que trazia de novidade na parte da frente, um imenso zíper aplicado na diagonal. A camisa é de um tecido bem leve e fresquinho, e que super combina com o verão, e a saia é de um tecido encorpado, porém leve, e que dá a impressão de ter aplicação de acetinado, pois tem um brilho discreto e super bonito.

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Abaixo um pocket vídeo da minha participação no desfile, espero que gostem:

Até a próxima!

Minha participação no FWPS no desfile da Maria Abacaxita

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No último domingo, aconteceu no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo, mais uma edição do FWPS (Fashion Weekend Plus Size), trazendo os lançamentos e tendências para o verão/2107. Várias marcas conceituadas no cenário plus size participaram e trouxeram muitas novidades. E uma grande novidade também, foi a apresentação da nova marca Maria Abacaxita, da Renata Poskus, idealizadora do evento. Na verdade, mais do que uma marca plus size, a Maria Abacaxita é descrita como uma marca Fun Size, por conseguir traduzir a alegria e a doçura de meninas e mulheres de todos os tamanhos.  A  proposta da marca é trazer divertimento, espontaneidade e muitas cores, em peças com uma pegada de irreverência e uma atitude jovem que cai bem não somente nas mais novinhas, mas em mulheres que assim como eu, tenham o espírito jovem e leve. As roupas traziam estampas de frutas como melancias, bananas e não poderiam faltar os abacaxis, assim como flores, listras, poás, criando um visual muito alegre e divertido. Fui convidada para desfilar pela marca e a proposta era entrar com uma saia por cima de um vestidinho tubinho preto, e ao chegar bem à frente, próximo dos fotógrados e imprensa, retirar a saia. É claro que todo mundo adorou a surpresa, pois tudo foi feito de uma forma bem moleca e brejeira, deixando de lado a sedução e abraçando o lado mais lúdico do momento. Logo depois ter retirado a saia, com um sinal eu faço um não, a recoloco em seu lugar e caminho em direção à saída da passarela. Foram vários looks maravilhosos da marca, vários, mas agora quero compartilhar com vocês, apenas as fotos da parte em que participei:

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Também fizemos um pequeno vídeo com o momento da minha participação e gostaria muito que assistissem:

Enfim, foram momentos maravilhosos e que eu guardarei para sempre no meu coração. Desejo todo o sucesso à Maria Abacaxita e  que ela continue nos brindando com roupas assim,  cheias de alegria e beleza. As peças do desfile ainda não estão na loja virtual, mas já dá para encontrar muita coisa bonita por lá, deem uma passadinha para dar uma olhada:

www.abacaxita.com.br

O novo layout do blog

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Quem me acompanha por aqui, certamente notou que o blog está com um novo layout. Acabei me jogando em um visual mais limpo, mais clean e bem mais moderno que certamente tem tudo à ver com o meu momento atual.  As coisas ainda não estão do jeito que eu gostaria, pois existem alguns ajustes à serem feitos, mas certamente vou conseguir deixar tudo do meu jeito em breve. Na verdade, muito mais do que apenas um blog de moda, o Tempo Fashion é um espaço democrático onde trato de temas como beleza, auto estima, comportamento, lifestyle, entretenimento, decoração, dicas culturais e muito mais, sempre com a visão otimista de uma mulher que ama se comunicar e atuar na internet. Aliás, nesses seis anos em que estou por aqui, muitas coisas aconteceram e sou grata por poder contar com o carinho de vocês, nessa caminhada. Espero que continuem comigo, e que venham mais muitos anos à frente desse projeto que de uma forma especial, faz parte da minha vida.

 

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